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O que é Ego

O Ego surge a partir da interação do ser humano com a sua realidade, adequando os seus instintos primitivos (o Id) com o ambiente em que vive. O Ego é o mecanismo responsável pelo equilíbrio da psique, procurando regular os impulsos do Id, ao mesmo tempo que tenta satisfazê-los de modo menos imediatista e mais realista. Graças ao Ego a pessoa consegue manter a sanidade da sua personalidade. O Ego começa a se desenvolver já nos primeiros anos de vida do indivíduo.

Esse termo foi criado por Freud em 1923 para entender e explicar sua teoria, a psicanálise. O ego possui uma parte que funciona consciente e outra parte insciente. Para alguns escritores, o ego é regido pelo princípio da realidade e funciona como um regulador das pulsões e das condições impostas pela realidade, também regula quais satisfações podem e devem emergir para o consciente e reprimido no inconsciente, parte ou completamente essa pulsão (vontade ou desejo). Tem o objetivo evitar o desprazer e proporcionar o prazer, “um princípio econômico na medida em que o desprazer está ligado ao aumento das quantidades de excitação e o prazer à sua redução”. Esses desejos e vontades (pulsões) são emanados pelo Id. Já o ego, por sua vez, age como mediador do id e o mundo exterior (consciente). Em relação ao superego o ego age com as memórias acumuladas desde o início da vida e com as necessidades do corpo, criando uma constante luta entre o princípio do prazer e o princípio da realidade.

O princípio da realidade é um dos dois princípios que, segundo Freud, regem o funcionamento mental, forma par com o princípio de prazer e modifica-o; na medida em que consegue impor-se como regulador, quando a procura da satisfação já não se efetua pelos caminhos mais curtos, mas faz desvios e adia o seu resultado em função das condições impostas pelo mundo exterior. “Com referência aos acontecimentos externos, o ego desempenha sua função armazenando experiências sobre os diferentes estímulos na memória e aprendendo a produzir modificações convenientes no mundo externo em seu próprio benefício”

O que é Superego

O Superego se desenvolve a partir do Ego e consiste na representação dos ideais e valores morais e culturais do indivíduo, durante o período da latência que vai da infância até a o início da adolescência.

O Superego atua como um “conselheiro” para o Ego, alertando-o sobre o que é ou não moralmente aceito, de acordo com os princípios que foram absorvidos pela pessoa ao longo de sua vida.

Em um primeiro momento, funciona como um juiz no período quando se inicia a personalidade social e moral, estabelecendo uma censura aos impulsos proibidos do id frente à sociedade, limitando a quantidade de satisfação que podem ser satisfeitos.

No segundo momento, a criança internaliza as proibições das renúncias edipianas, substituindo a instância repressora dos pais por uma introjeção, isso quer dizer que o “sujeito faz passar, de um modo fantasístico, de “fora” para “dentro”, objetos e qualidades inerentes a esses objetos. A introjeção aproxima-se da incorporação. Caso essas ideias sejam de alguma forma censuradas pelo que a pessoa julga ser correto frente a sociedade e o superego proíbe tais pensamentos ou comportamentos, estabelecendo uma força repressiva do superego frente ao id.

O que é ID

O Id é o componente nato dos indivíduos, ou seja, as pessoas nascem com ele. Consiste nos desejos, vontades e pulsões primitivas, formado principalmente pelos instintos e desejos orgânicos pelo prazer. A partir do Id se desenvolvem as outras partes que compõem a personalidade humana: Ego e Superego.

O termo id foi considerado por Freud a reserva pulsional desde o nascimento do bebê, uma instância totalmente inconsciente servindo como reservatório de toda energia psíquica sendo regido pelo princípio do prazer. É considerado o mecanismo que move em busca dos desejos e impulsos. Nele permanece todas as fantasias e todos tipos de desejos e vontades, sempre impulsionando o indivíduo. De forma topográfica, o id é o inconsciente, com uma gama de expressões e processos de pulsões hereditários e inatos, podendo ser recalcados os impulsos adquiridos e não aceitos. O id procura satisfação imediata e liberação da energia (libidinal ou sexual) sem considerar a realidade,. Alguns estudiosos distinguem o id como tendo pontos de vista de: econômico, dinâmico e funcional.

Do ponto de vista “econômico”, o id é a fonte e o reservatório de toda a energia psíquica do indivíduo, que anima a operação dos outros dois sistemas (ego e superego).

Do ponto de vista “dinâmico”, o id interage com as funções do ego e com os objetos, tanto os da realidade exterior como aqueles que, introjetados, habitam o superego.

Do ponto de vista “funcional”, o id é regido pelo princípio do prazer, ou seja, procura a resposta direta e imediata a um estímulo instintivo, sem considerar as circunstâncias da realidade. Assim, o id tem a função de descarregar as tensões biológicas, regido pelo “princípio do prazer”.

Dessa forma podemos entender estas três instâncias como responsáveis pela estruturação da personalidade do indivíduo. Com essas bases de pensamento, Freud pontuou que o conflito psíquico se dá entre as forças instintivas, as repressoras e os sintomas são representações simbólicas do conflito inconsciente entre estas forças. Neste contexto, se “inaugura a psicanálise como uma nova ciência, com referências teórico-técnicos próprios, específicos e consistentes.”

Concluindo

Esses três componentes da formação da personalidade – Id, Ego e Superego – são as representações da impulsividade, da racionalidade e da moralidade, respectivamente.

Para saber mais

FREUD, S. O Ego e o Id e outros trabalhos (1923-1925). Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. v.19. Rio de Janeiro: Imago, p.47-169, 2009.

LAPLANCHE, J; PONTALIS, J.B. Vocabulário da psicanálise Laplanche e Pontalis. ed. 4. São Paulo: Martins Fontes, p. 102-248-321-341-349-364-430-495- 514. 2001.

LIMA, A. P. O modelo estrutural de Freud e o cérebro: uma proposta de integração entre a psicanálise e a neurofisiologia. Revisão da literatura. São Paulo, v. 37, n.6, p.280-287, 2010. Disponível em: Acesso em: 29 de mai. 2018. p.1-2.

ZIMERMAN, D. E. Fundamentos psicanalíticos: teoria, técnica e clínica. Reimpressão 2010. Porto Alegre: Artmed. 2007.