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Psicose

De acordo com Shaaffer (2005) a psicose é apontada como a contraposição da neurose. Dessa forma pode-se entender a psicose como um distanciamento do ego da realidade, servindo ao Id, onde o Id do indivíduo fica predominantemente na função da realidade alternativa, sendo o psicótico regido pelo Id.

Outra explicação a ser vista é de Zimerman (1999, p.227) em que os psicóticos “implicam um processo deteriorativo das funções do ego, a tal ponto que haja, em graus variáveis, algum sério prejuízo do contato com a realidade. É o caso, por exemplo, das diferentes formas de esquizofrenias crônicas”.

Esses pacientes com condições psíquicas, apesar de adaptadas, possuem características que potencializaria a condição de psicóticos. Como Zimerman (1999) explica, Bion cunhou o termo de “núcleos psicóticos”, que é a “parte psicótica da mente”, estando presente, inclusive, na estrutura neurótica de formas rígidas como obsessivos e somatizadores servindo como barreira contra a desconpensação psicótica frente a uma incrementada ansiedade.

Para Lins (2007), a formulação do pensar dos psicóticos sofre o fenômeno da clivagem do ego, do qual passa a existir duas atividades mentais em relação a realidade, a separação do pensamento delirante não será reprimido nem será embutido a ele, passando a coexistir entre real e irreal, possibilitando agir com uma aparente normalidade de pensamentos e comportamento. Esse sujeito não possui a capacidade de prazer ou liberdade, pois é preso em seus pensamentos com dificuldades em discernir metáforas, interpretando como real tudo o que lhe é dito.

Como tratamento para pessoas psicóticas é recomentado identificar a realidade externa da interna. Essa identificação é necessária e será possível quando a linguagem for acessível entre paciente e analista. Ressaltando essa ideia, Lins (2007) coloca que a transferência e contratransferência (Conjunto das reações inconscientes do analista à pessoa do analisando e, mais particularmente, à transferência deste. (LAPLANCHE; PONTALIS, 2001, p.102)) se torne um canal de comunicação entre eles.

 Referencias

BARBOSA, I. M; DIAS, M; MOYA, C. I. S. Diferenças estruturais e sintomáticas entre neurose e psicose segundo a psicanálise. Encontro Latino Americano de Iniciação Científica de Pós-Graduação. Paraíba, v.13, 2010. Disponível em < http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2010/anais/arquivos/0927_1089_01.pdf> Acesso em 09 mai. 2018. p.1.

LAPLANCHE, J; PONTALIS, J.B. Vocabulário da psicanálise Laplanche e Pontalis. ed. 4. São Paulo: Martins Fontes, 2001.